Mulheres marcadas
Obra esmiúça a história de campo de concentração nazista onde 117 mil prisioneiras foram mortas
Desvendar o Holocausto, negado pelos ignorantes, punir os nazistas assassinos foi um processo que só se aprofundou na Alemanha depois do julgamento de Eichmann [em 1961], disse Hannah Arendt. E quanto falta conhecer! Sabia-se da presença de mulheres em todos os campos, mas não que houvesse um campo especialmente destinado a elas e a meninas forçadas ao trabalho escravo. É o que nos revela Rochelle G. Saidel, em seu magnifico As judias do campo de concentração de Ravensbrück (Edusp, 344 pp., R$ 59 – Trad. Antonio de Pádua Danesi). Ravensbrück era um campo só para mulheres. Rochelle Saidel, ao visitá-lo em 1980, constatou que se falava de todas as prisioneiras, especialmente das comunistas, e nada se dizia sobre as judias, mesmo as judias comunistas. Por que essa omissão? Esclarecer esta questão se tornou seu objetivo.
Leia Também
Gostou deste conteúdo?
Receba análises exclusivas como esta toda semana no seu email
Toda segunda e quinta
