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Mulheres marcadas

15 de novembro de 2009
1 min de leitura

Obra esmiúça a história de campo de concentração nazista onde 117 mil prisioneiras foram mortas

Desvendar o Holocausto, negado pelos ignorantes, punir os nazistas assassinos foi um processo que só se aprofundou na Alemanha depois do julgamento de Eichmann [em 1961], disse Hannah Arendt. E quanto falta conhecer! Sabia-se da presença de mulheres em todos os campos, mas não que houvesse um campo especialmente destinado a elas e a meninas forçadas ao trabalho escravo. É o que nos revela Rochelle G. Saidel, em seu magnifico As judias do campo de concentração de Ravensbrück (Edusp, 344 pp., R$ 59 – Trad. Antonio de Pádua Danesi). Ravensbrück era um campo só para mulheres. Rochelle Saidel, ao visitá-lo em 1980, constatou que se falava de todas as prisioneiras, especialmente das comunistas, e nada se dizia sobre as judias, mesmo as judias comunistas. Por que essa omissão? Esclarecer esta questão se tornou seu objetivo.

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