Ventos de mudança
Livro e documentário revivem a luta de intelectuais que fizeram do Cebrap um lugar para se repensar o Brasil
Era 1957. Ainda levaria tempo até chegar a escuridão da ditadura militar. Mas a resistência intelectual ao autoritarismo jogava suas sementes num seminário organizado por professores assistentes da Universidade de São Paulo (USP) para a leitura de O Capital, de Karl Marx. Em dezembro de 1968, o ato institucional nº 5 joga o país na repressão política. O Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap) nasce em maio de 1969. São três momentos que se conectam. Um livro e um documentário em DVD que o acompanha, os dois com o título Retrato de grupo (Cosac Naify. 328 pp., R$ 59), foram produzidos para assinalar os 40 anos de fundação do Cebrap e sua contribuição para a renovação do pensamento sociológico brasileiro. No lançamento do livro, dia 24, em São Paulo, haverá um encontro de Fernando Henrique Cardoso, um dos fundadores do Cebrap, e Francisco de Oliveira, que se integrou ao grupo em 1970. O livro, organizado pelos sociólogos Flavio Moura e Paula Montero, reúne entrevistas de personalidades acadêmicas ligadas ao Centro, espelhadas em depoimentos colhidos para o filme, dirigido por Henri Arraes Gervaiseau. Com lançamento em 24 de novembro, a partir das 19 horas, no Sesc Vila Mariana (rua Pelotas, 141 São Pulo – SP).
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