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Pouca sorte na prateleira

13 de novembro de 2009
1 min de leitura

O embate entre livrarias e distribuidoras resulta em escassa variedade de títulos

Principal reclamação dos habituais frequentadores da Feira do Livro de Porto Alegre, a falta de variedades nas bancas da Praça da Alfândega é reflexo de um dos pontos internos mais controversos da própria organização da Feira: a surda disputa interna entre livreiros de um lado e distribuidoras e editoras de outro. Pelo mesmo motivo, algumas livrarias tradicionais da cidade já debandaram da Praça. “Quem fica de porta aberta com chuva, sol, inverno e verão são as livrarias, mas chega a Feira do Livro todo mundo quer ter banca na Praça, inclusive o distribuidor, que aí coloca só o que ele considera “filé”: o best-seller. Por isso, as bancas são tão iguais, e, se um outro tipo de livro estoura, já teve distribuidor que segurou para ele sem repassar às livrarias”, comenta Lu Vilella, da Bamboletras, que há três anos decidiu não participar mais da Feira e manter a livraria, no Centro Comercial Nova Olaria, com os mesmos descontos da Praça.

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