É como se neste século 21 a Feira do Livro de Porto Alegre, do alto de seus mais de 50 anos, estivesse chegando a uma espécie de adolescência, aprendendo a lidar com suas novas dimensões. O crescimento do evento e a diversificação das atividades mudaram o perfil da Feira, levando à pergunta que se faz na maior parte das discussões sobre o evento: o que poderia ser diferente para sacudir um pouco a Feira e torná-la melhor? Peneirando uma série manifestações diferentes colhidas na própria Praça, chega-se com facilidade a algumas conclusões sobre as dificuldades do atual perfil da Feira: há pouca variedade de livros e há dificuldade para o frequentador interessado em acompanhar sessões de autógrafos, oficinas e palestras que se contam na casa das centenas ao longo dos 15 dias da programação. “Muitas vezes a gente só tem tempo para vir aqui um ou dois dias. Saio do trabalho às 18h, tem palestra que eu queria ver às 19h, mas, quando saio, a Feira está para fechar e aí não dá para ver nada de livros, então vou para as bancas, direto”, diz a bancária Eleni Maciel, 37 anos.