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A intimidade de Susan Sontag

07 de novembro de 2009
2 min de leitura

Os diários íntimos e póstumos da escritora americana revelam um enredo de vida radical

Ícone da contracultura americana nos anos 60 e 70 do século passado desde seu célebre Contra a interpretação (1966), conjunto de ensaios que a celebrizou, volta a reavivar-se o mito da ensaísta e romancista Susan Sontag com a publicação de seu diário de juventude, Diários (Companhia das Letras, 344 pp., R$ 51), o primeiro de três volumes previstos. Diferentemente de Kafka, que mandara destruir a maior parte de sua obra inédita e inclusive seu diário (no que não foi obedecido), Susan Sontag não deixou nenhuma instrução sobre o que fazer com seus papéis e escritos inacabados ou não organizados. Na introdução a este primeiro volume – que cobre o período de 1947 a 1963, dos 14 aos 30 anos da escritora – seu filho David Rieff admite que chegou a pensar em queimar a centena de cadernos que encontrou no armário do quarto dela após sua morte em 2004, aos 71 anos, depois de prolongada luta com uma leucemia mieloide. Havia ali revelações a que talvez ela não quisesse dar publicidade. Mas quanto a isso Rieff já nada podia fazer, pois pouco antes ela havia vendido todos os seus papeis e livros à Universidade da Califórnia.

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