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O discreto charme de Buñuel

07 de novembro de 2009
2 min de leitura

Catherine Deneuve e Luis Buñuel (1900-1983) nas filmagens de Bela da Tarde, longa coescrito por Jean-Claude Carrière

Octavio Paz dizia que o livro Meu último suspiro, escrito em 1980, era o melhor “filme” de Luis Buñuel. E era mesmo. Mas não é só. Esse livro de difícil definição sobre o grande mestre do surrealismo, figura iconoclasta e iluminada que se confunde com a formação do cinema desde os anos 20 até a década de 70, é também uma das melhores publicações sobre a sétima arte. Só é comparável a Hitchcock/ Truffaut – Entrevistas (Cia. das Letras), de 1967, em que o “enfant terrible” da nouvelle vague faz uma minuciosa revisão da obra do diretor de Psicose. Os dois livros marcaram época e viraram clássicos. No caso de Meu último suspiro, que agora ganha reedição (Cosac Naify/Mostra de Cinema de SP, 376 pp., R$ 55 – Trad.: André Telles), o coautor é também um mestre do cinema, o roteirista francês Jean-Claude Carrière, 78, que coassinou várias obras essenciais de Buñuel, já trabalhou com Jean-Luc Godard e é parceiro do diretor Peter Brook. Confira entrevista concedida por Jean-Claude Carrière à Folha.

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