Coisa de gente grande
O Brasil é o quinto maior mercado consumidor de quadrinhos do mundo
Era uma vez uma criança que gostava de ler histórias em quadrinhos e sonhava em sobreviver escrevendo e desenhando suas aventuras. Assim como este personagem fictício, existem centenas de pessoas Brasil afora com o mesmo sonho. E, pela primeira vez, desponta no horizonte uma possibilidade real de se desenvolver um mercado sólido de HQs no país. A luta pela valorização dos quadrinhos não começou hoje. Desde os anos 50 algumas associações já defendiam a criação de políticas públicas para o segmento, como contrapartida para a enxurrada de publicações estrangeiras. Estudiosos apontam o Brasil como o quinto maior mercado consumidor do mundo. Assim como a música, as HQs sofrem com a pirataria através dos scans (páginas escaneadas e disponibilizadas na internet) e o alto custo de impressão, sobretudo em álbuns de luxo, restringindo o acesso ao leitor menos favorecido economicamente. A realização do Festival Internacional de Quadrinhos (FIQ) em Belo Horizonte, que começou terça-feira, é uma boa oportunidade para se discutir o mercado como gente grande.
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