Não seguimos mais gurus, diz historiador
Para autor de História do estruturalismo, vida intelectual do país está mais democrática
Desde a morte de Lévi-Strauss, o historiador François Dosse, autor dos dois volumes da História do estruturalismo (EdUSC), tem ouvido um mesmo argumento: “Na época do estruturalismo, nós seguíamos pensadores gurus. Segundo essa visão, o último dos moicanos morreu: era Lévi-Strauss”, conta. Dosse discorda dessa visão. Embora admita que o antropólogo representava uma figura que rareia na paisagem cultural francesa contemporânea, o historiador argumenta que o fim dos modismos e das vozes dominantes torna a vida intelectual do país mais rica e diversificada: “A vida cultural francesa está mais aberta”, afirma Dosse.
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