Eduardo Galeano encanta plateia na Fliporto
No encontro pernambucano, escritor uruguaio destacou seu novo livro, Espelhos
As palavras do escritor uruguaio Eduardo Galeano surpreendem. Afinal, ele pode tanto usá-las para transmitir a mais pura poesia como para causar polêmicas. Seu discurso enlevou uma plateia embevecida na noite de quinta-feira, quando ele fez a palestra inicial da 5ª edição da Fliporto, a Festa Literária Internacional de Porto de Galinhas, em Pernambuco. Na primeira parte da conversa, predominou a poesia – foi quando Galeano, que fala em português quase sem nenhum sotaque, leu trechos aleatórios de seu mais recente livro Espelhos (L&PM, 376 pp., R$ 42 – Trad.: Eric Nepomuceno), em que analisa a história da humanidade do ponto de vista dos desvalidos, dos esquecidos da história oficial. “Para mim, o universo só pode ser visto a partir do buraco da fechadura”, explicou.
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