Rubem Fonseca: casa nova, livro novo
O inédito O seminarista marca a mudança de editora desse grande autor de 84 anos
Rubem Fonseca sempre gostou de mistérios. Escritor que inaugurou a moderna literatura urbana no Brasil ao revelar as entranhas da sociedade e antecipar a escalada de violência no País, ele não se deixa fotografar, tampouco concede entrevistas, embora circule com desenvoltura pelas ruas do Leblon, no Rio, protegido por um boné, passeando na praia, comprando jornais, frequentando cinemas. Também continuam nebulosos os motivos que levaram Rubem Fonseca a deixar a Companhia das Letras no final de abril, interrompendo uma parceria de 20 anos. “Realmente, o desconhecido cai bem em Rubem Fonseca”, graceja Paulo Roberto Pires, diretor editorial do Grupo Ediouro, do qual faz parte a Agir, editora responsável agora pela publicação da obra do autor. O acordo foi acertado em maio e os frutos chegam hoje às livrarias: o romance inédito O seminarista (184 pp., R$ 36,90) e a reedição de dois clássicos, Os prisioneiros (176 pp., R$ 36,90) e Lúcia McCartney (240 pp., R$ 39,90).
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