Onde a violência não tem limite
Clássico moderno é um western implacável
Levado ao cinema, o universo do escritor americano Cormac McCarthy deu origem, há dois anos, a “Onde os fracos não têm vez”, baseado em romance seu. O longa-metragem dirigido pelos irmãos Joel e Ethan Coen ganhou o Oscar de melhor filme. Para quem nunca leu McCarthy, vale dizer que o estilo do autor se assemelha bastante com o dos Coen: rebuscado, paródico, ultraviolento, muitas vezes sádico. Este recém-lançado Meridiano de sangue (Alfaguara, 352 pp., R$ 49,90 – Trad.: Cássio de Arantes Leite), originalmente de 1985, é tido como o principal livro de McCarthy e tem status de clássico moderno. Frequenta o topo das listas de melhores romances americanos do século XX e mereceu uma análise do crítico Harold Bloom em seu livro Como e por que ler. Nela, Bloom qualifica o romance como “o autêntico romance apocalíptico” americano e compara o autor a William Shakespeare, Herman Melville e William Faulkner.
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