Jabuti para dois casos de paixão
Livros de Moacyr Scliar (ficção) e Marisa Lajolo (não ficção) são melhores do ano
A paixão em suas formas distintas foi a grande vencedora do Prêmio Jabuti de literatura, cuja entrega ocorreu na noite de quarta-feira, na Sala São Paulo. “Fui tomado por sensação muito forte quando escrevi essa história”, contava Moacyr Scliar sobre o romance Manual da paixão solitária (Companhia das Letras), eleito o Livro do Ano de Ficção. Próximo a ele, estava a pesquisadora Marisa Lajolo. “Monteiro Lobato foi um escritor mágico, pois todos gostam de reverenciá-lo e premiá-lo”, dizia ela, carregando o troféu do Livro do Ano de Não-Ficção por Monteiro Lobato: Livro a livro (Editora Unesp/Imprensa Oficial), organizado por ela e João Luís Ceccantini. Autor de uma vasta obra, que compreende 63 títulos, Scliar contou que, ao escrever Manual da paixão solitária, foi tomado pela força da passagem bíblica, que inspirou sua história. “Eu só escrevo sobre o que gosto e sobre assunto que vai interessar o leitor, mas, nesse caso, o arrebatamento foi maior, senti-me extremamente motivado”, recorda-se o escritor que, leitor assíduo da Bíblia, busca ali fonte para suas histórias.
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