Biblioteca ambulante nos morros do Rio
Projeto de morador do complexo da Penha alcança 20 comunidades. Além de ouvir histórias, as crianças assistem a filmes e peças de teatro
Em meio às notícias sobre violência que ocorrem em comunidades do Rio de Janeiro, uma série de iniciativas culturais não deixaram de movimentar as escolas e ONGs presentes nos morros da cidade. Entre elas, está a biblioteca ambulante do produtor teatral e morador do complexo da Penha, Otávio César Júnior. Com seus quase 4 mil livros ele perambula por mais de 20 comunidades nas favelas do complexo do Alemão e da Penha todas as semanas. O objetivo é estimular as crianças e adolescentes a gostarem de leitura. Embora o foco seja esse, o projeto Leitura Ler é 10 – Leia Favela, como ele batizou seu trabalho, não usa só o artifício de contar histórias em voz alta para cativar o público. “Gosto de mesclar atividades de teatro e cinema com leitura e promover debates sobre as diferenças de linguagem que existem para contar uma história”, disse. O Leia Favela diverte as crianças desde 2006 e foi um dos finalistas do prêmio Vivaleitura 2009, promovido pelos ministérios da Educação e da Cultura. Para fazer doações ou saber mais sobre o projeto, os contatos são otavio@uol.com.br ou 21 9964-3250
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