Você vai querer comprar um e-reader
A tela dele é ótima, mas o aparelho tem lá seus defeitos; o principal deles é o preço alto
“A questão é simples: é surpreendente ou não?” A dúvida surgiu entre a equipe do Link, que desacreditava ao ver o Kindle assim que o aparelho aportou na redação. Se o grau de surpresa depende de cada um, o furor causado pelo aparelho é incontestável. O Kindle – na verdade o modelo é chamado de Kindle 2, porque já havia um anterior – foi lançado pela Amazon no início de 2009 e agora é vendido em 100 países, incluindo o Brasil. Ele tem jeito, na verdade, de ser um dos primeiros modelos de um novo tipo de equipamento que ainda virá a ser popular, o leitor eletrônico de livros digitais (e-reader). Ainda há muitas falhas. A primeira reação é tocar na tela, mas ele não aceita comandos de toque. É preciso usar um botão direcional, como o de um celular, pouco intuitivo. O tempo de resposta é lento para os padrões de hoje, o que irrita. Ele também não é colorido – e isso não é realmente um problema. Ainda que apenas em preto e branco, a reprodução de imagens é incrivelmente boa, pouco melhor até que uma foto monocromática de jornal e semelhante a um desenho a lápis.
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