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Um ou mais momentos scooby-doo

31 de outubro de 2009
1 min de leitura

Mais até do que a obra de Hammett, a de Chandler goza de uma sobrevida no mercado editorial brasileiro

Além dos seus romances, e dos contos reunidos nos dois volumes de A simples arte de matar (240 pp. v1, 235 pp.v2, R$ 16 cada), disponíveis no catálogo da L&PM, acabam de chegar às livrarias, pela Record, mais duas coletâneas de contos: A porta de bronze (240 pp., R$ 29,90) e Chantagistas não atiram (272 pp., R$ 32,90), ambas com tradução de Alves Calado. Sem demérito para os romances, é nos contos que podemos experimentar um Chandler mais legítimo e primordial. E a vantagem das duas antologias recém-lançadas é que os nove textos selecionados contemplam toda a sua trajetória, da estreia quase anônima na Black Mask aos anos de celebridade, das últimas linhas como colaborador de pulp magazines a um conto que deixou para publicação póstuma. Ao leitor mais atento ficará claro que, mesmo escrevendo para revistas baratas, Chandler procurava se reinventar a partir de um modelo convencional de narrativa detetivesca.

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