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Cheiro de e-book

29 de outubro de 2009
2 min de leitura
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Obras em português chegam ao Kindle, mercado questiona preços e MinC prepara

Como se empresta um livro virtual? Se o dono de um leitor digital morrer, quem herda sua biblioteca? O que acontece com as editoras regionais se uma grande editora estrangeira traduzir obras para outras línguas e as vender pela internet? Como fica o direito autoral na rede? São muitas as perguntas e poucas as respostas trazidas pelo avanço dos e-books. As alterações se intensificaram com a chegada do Kindle, leitor digital da megastore Amazon, a mais de cem países no último dia 19. Além dele, outros leitores virtuais, como o Sony Reader e o recém-anunciado Nook, este lançado pela livraria americana Barnes & Noble, ajudam a aumentar a sensação de que o livro físico pode ser superado pelo virtual em breve. “Se o contrato com o autor permitir, nada impede que um livro de língua portuguesa seja lançado num país de língua inglesa”, diz Marcos Souza, diretor de Direitos Intelectuais do Ministério da Cultura (MinC). Assim como as editoras, o governo brasileiro também vem acompanhando a migração de obras culturais para a internet. O MinC vai enviar, em novembro, um novo projeto de lei do direito autoral para consulta pública. A necessidade de uma revisão é urgente: a lei atual data de 1998, um dos primeiros anos de internet no Brasil. Por isso, há questões nebulosas sobre o ambiente digital.

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