Brasil gráfico
Livro conta a história dos impressos do país de 1808 a 1930, em textos e 350 imagens do acervo da Biblioteca Nacional
Mesmo já tendo certa intimidade com o acervo da Biblioteca Nacional há 20 anos, o historiador de arte e escritor Rafael Cardoso não tinha a dimensão da riqueza de obras gráficas guardadas ali, até passar seis meses frequentando o local diariamente, imerso em revistas, jornais, rótulos, cartazes, livros, gravuras, embalagens e manuais de tipografia. Junto com a historiadora Lúcia Garcia e outras três pesquisadoras, ele encontrou raridades e exemplares significativos de uma história gráfica pouco conhecida e, agora, em parte compilada e analisada em Impresso no Brasil (Verso Brasil, 177 pp., R$ 112, 50), que será lançado nesta sexta-feira. O historiador selecionou cerca de 350 impressos, de 1808, data da criação da Imprensa Régia no Brasil, com a chegada de D. João VI ao Rio, até 1930, quando Getúlio Vargas instaurou uma nova forma de lidar com a imprensa, que, pela primeira vez, foi atingida pela censura no país.
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