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Brevidade e bom humor à brasileira

27 de outubro de 2009
2 min de leitura
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Rodolfo Witzig Guttilla criou antologia com os praticantes nacionais do haicai

Existem três hipóteses para o gosto dos escritores brasileiros pelo haicai, poema de origem japonesa. Estudioso há 25 anos da aclimatação da forma poética mais importante do Japão, Rodolfo Witzig Guttilla explica os motivos em Boa companhia Haicai (Companhia das Letras, 192 pp., R$ 32,50), antologia em que ele reuniu a produção de autores de tendências e gerações diversas. Para ele, a brevidade e o humor são características fundamentais do haicai (segundo o dicionário Houaiss, hai significa gracejo e brincadeira, enquanto kai, harmonia e realização). “De modo breve, um haicaísta mostra a grata aceitação pela vida”, diz. “O autor expressa o aqui e agora sem ser cerebral e com economia de força.” A prática do haicai exige certos estados de espírito. Guttilla menciona como principais a abnegação, a aceitação da solidão, o acolhimento das contradições, a busca por simplicidade e o sentimento de liberdade. Nesta quarta-feira o livro será lançado, às 19h, na Livraria da Vila (Alameda Lorena, 1.731. São Paulo/SP. Tel.: 11 3062-1063).

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