O que é que as baianas têm?
Daniela Mercury, Margareth Menezes e Ivete Sangalo são tema de estudo que investiga cultura pop baiana
A primeira baiana tipificada como tal foi interpretada por uma grega, Ana Manarezzi, em 889, no teatro de revista carioca. Três anos depois, a espanhola Pepa Ruiz deu corpo à personagem em outro espetáculo do tipo. Quem marcou definitivamente, porém, as características da baiana no imaginário nacional – e internacional – foi a portuguesa Carmen Miranda. A curiosa e multinacional árvore genealógica traçada em As donas do canto — O sucesso das estrelas-intérpretes no carnaval de Salvador (Edufba, 480 pp., R$ 60), de Marilda Santanna, passa ainda por Tia Ciata, pelas letras de Jorge Amado, pelas canções de Dorival Caymmi e pelo rebolado de Carla Perez até desaguar no tema de seu estudo: Daniela Mercury, Margareth Menezes e Ivete Sangalo. Contextualizando a história de cada uma delas em meio às transformações políticas, culturais e tecnológicas da Bahia entre os anos 1970 e 2000, o estudo apresenta o trio como uma atualização da figura de torço de seda e balangandãs, como descreveu Caymmi.
Leia Também
Gostou deste conteúdo?
Receba análises exclusivas como esta toda semana no seu email
Toda segunda e quinta
