Fundador de um modo de pensar
Antonio Candido comenta os 50 anos da publicação da sua Formação da Literatura Brasileira
Há 50 anos, a história da literatura brasileira era modificada, e não apenas pelo engenho de romancistas como Guimarães Rosa, Clarice Lispector ou Jorge Amado, mas também por um crítico que, em 1959, pensou o Brasil a partir da literatura. Com a Formação da literatura brasileira, Antonio Candido, hoje com 91 anos, professor aposentado de Teoria Literária e Literatura Comparada da Universidade de São Paulo, mostrava que é a partir dela, da literatura brasileira, que se cria uma identidade nacional. E, mesmo levantando polêmica em torno de seu método – alguns outros críticos, ao longo dos anos, insurgiram-se contra ele, como Afrânio Coutinho, Haroldo de Campos e o português Abel Barros Baptista –, Candido se firmou como o mais importante crítico literário brasileiro, acompanhando e resenhando o surgimento de autores como o poeta João Cabral de Melo Neto, autor de Morte e Vida Severina. No ano em que completa 50 anos, a Formação da literatura brasileira (Ouro sobre Azul, 800 pp., R$ 93) ganha sua 12ª edição. Confira a entrevista com Antonio Candido.
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