O poeta se demite
Luiz de Miranda deixa a Academia Rio-Grandense de Letras, da qual era membro desde 1987
Já faz tempo que no meio literário em geral as desavenças são resolvidas com discrição e os elogios são distribuídos em público. Uma desinteligência recente entre um dos poetas mais prolíficos do Rio Grande do Sul e uma instituição simbólica tradicional, mas em dificuldades, contrariou a escrita. Mais do que uma altercação entre homens de letras, a polêmica põe a nu questões mais prosaicas do iluminado meio literário, principalmente as dificuldades financeiras da opção pela palavra. O motivo apresentado pelo poeta Luiz de Miranda para sua saída da Academia Rio-Grandense de Letras na carta de renúncia que enviou à presidência da instituição foi a maneira como teria sido cobrado, em uma das reuniões semanais da casa, por estar inadimplente com a instituição. O poeta Luiz de Miranda, 64 anos, anunciou publicamente na semana passada seu afastamento da Academia Rio-Grandense de Letras, da qual era membro desde 1987, após um desentendimento com o presidente da instituição, o também poeta Francisco Pereira Rodrigues, 96.
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