Produção africana de quadrinhos
Aya de Yopugon revela cotidiano jovem na Costa do Marfim além da miséria
“É muito difícil para os africanos fazer quadrinhos. É uma pena, porque há muitos africanos talentosos que têm coisas a dizer e não têm oportunidade de se fazer conhecer ou de serem editados porque estão em países sem estrutura para isso.” Essa é a opinião da escritora Marguerite Abouet, nascida na Costa do Marfim e radicada na França desde os 12 anos. Apesar das dificuldades, entretanto, há quadrinhos sendo criados na África, como mostram a exposição “Picha”, aberta semana passada no museu Afro Brasil (Pq. Ibirapuera, portão 3. São Paulo/SP. Tel.: 11 5579-0593) e que segue até o dia 14 de novembro, de terça a domingo, das 10h às 17h com entrada franca, e o recém-lançado livro Aya de Yopougon (L&PM, 106 pp. R$ 38,90), escrito por Abouet e desenhado pelo marido dela, o francês Clément Oubrerie. Aya de Yopougon é a primeira história em quadrinhos escrita por Abouet. O livro já teve três continuações e foi premiado em 2006 em Angoulême, tradicional festival europeu de quadrinhos, na categoria de melhor álbum de estreia.
Leia Também
Gostou deste conteúdo?
Receba análises exclusivas como esta toda semana no seu email
Toda segunda e quinta
