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Gosto e poder repensa indústria de vinhos

19 de outubro de 2009
1 min de leitura

Autor, Jonathan Nossiter, é uma espécie de Michael Moore etílico

Como uma espécie de Michael Moore etílico, Jonathan Nossiter viajou por Brasil, Nova York e os terroirs franceses, entrevistou chefs, argumentou com enólogos, desconstruiu o palavreado vazio e codificado dos críticos e visitou vinículas e restaurantes. Seu esforço, agora concretizado no livro Gosto e poder (Companhia das Letras, 288 pp., R$ 49), se deu em busca de uma maneira mais democrática de se relacionar com o vinho. E deve voltar a causar polêmica. Há cinco anos, Nossiter provocava um terremoto com seu documentário Mondovino, um grito de socorro à bebida, cuja diversidade estaria cada vez mais ameaçada pela globalização. Insurgindo-se contra a padronização do gosto imposta pela indústria do luxo, o diretor, ele próprio ex-sommelier e um consumidor apaixonado, bateu de frente com alguns dos mais poderosos porta-vozes desse sistema, como o enólogo Michel Rolland e o crítico Robert Parker. Depois do sucesso do filme, Nossiter retoma à linha de ataque com o livro.

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