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Desenhado no Brasil

19 de outubro de 2009
2 min de leitura

Designers, críticos, curadores e professores selecionam o melhor do design gráfico no Brasil, dos miolos até as capas

Dois livros referenciais do design gráfico mundial que acabam de chegar ao Brasil foram o ponto de partida para que profissionais ouvidos pela Folha comentassem quais, para eles, são os melhores projetos gráficos feitos no país. BiblioGráfico – 100 livros sobre design gráfico (Cosac Naify, 224 pp., R$ 99), de Jason Godfrey e História do design gráfico (Cosac Naify, 720 pp., R$ 198), de Philip Meggs, inspiraram André Stolarski, Chico Homem de Melo, Daniel Trench, Guto Lacaz, Rafael Cardoso e Ricardo Ohtake a analisar também capas que se tornaram marcos da área. Melo e Stolarski escolheram o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, da editora Objetiva, de 2000, como um projeto gráfico “total”. “Foram 15 anos de pesquisa rigorosa, incluindo o projeto de uma fonte especial para o livro [criada por Rodolfo Capeto]”, diz Melo, professor de design na FAU-USP. “O projeto gráfico é impecável e uma verdadeira engenharia visual. O papel permite a edição de um volume de 3.000 páginas com uma relativa leveza e facilidade de consulta”, avalia Stolarski, ex-diretor de design do MAM-Rio (Museu de Arte Moderna do Rio).

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