Os sebos chegam à versão online
Na capital paulista, quem passou a vender pelo computador consegue tirar até 50% do faturamento da internet
O lançamento mundial do leitor digital Kindle, motivo de discussões sobre o futuro dos livros de papel, ainda está longe de alterar a rotina dos sebos de São Paulo. A era digital, pelo menos por enquanto, tem sido uma aliada dessas lojas graças à internet. Quem conectou os acervos se deu bem: além de manter a clientela fiel na loja, esses sebos já tiram até 50% do faturamento das vendas virtuais. O site Estante Virtual (www.estantevirtual.com.br), que comemora hoje quatro anos, reúne grande parte desses sebos. Das 1.600 lojas e livreiros virtuais cadastrados em todo o País, mais de 400 estão na capital. Os leitores com cadastro também podem vender obras diretamente aos interessados. Mesmo as lojas mais antigas e tradicionais da cidade decidiram investir na internet para atrair novos clientes. Há 39 anos no mercado, o Sebo do Messias, mais antigo em funcionamento na capital, abriu há dois anos uma loja na web. Todo o acervo cadastrado para o portal é separado dos livros acessíveis ao público nas três lojas localizadas no centro.
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