Viagem à terra de Macunaíma
Um enigma chamado Brasil foi organizado pelo sociólogo André Botelho e pela antropóloga Lilia Moritz
Uma introdução ao pensamento social no Brasil pode comportar diferentes interpretações do País e, se concebida como um recorte daquilo que foi escrito desde os tempos do Império, é compreensível que implique ausências notáveis. É o que se vê na seleção de artigos sobre 29 intérpretes de aspectos de nossa sociedade reunidos no livro Um enigma chamado Brasil (Companhia das Letras, 448 pp., R$ 53), organizado pelo sociólogo André Botelho e pela antropóloga Lilia Moritz Schwarcz. Há, de fato, muitos nomes que faltam nessa seleção, como Celso Furtado, para citar apenas um pensador que ajudou a construir o Brasil moderno. Em todo o caso, como observam os organizadores, a escolha dos intérpretes abordados no livro não foi fruto exclusivo da seleção feita pela dupla.
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