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Percepção universal da realidade

18 de outubro de 2009
2 min de leitura

Obras de Elias Canetti revelam um olhar ampliado e a profissão de fé na literatura

Ao cultivar uma prosa libertadora, que dá voz aos oprimidos por um regime totalitário, a romena naturalizada alemã Herta Müller acabou sendo premiada com o Nobel de Literatura deste ano. A escolha e a justificativa fazem pensar que o júri sueco apoiou-se no pensamento do escritor búlgaro Elias Canetti (1905-1994) para tomar sua decisão. Afinal, para o também ganhador do Nobel (de 1981), os autores são personagens em luta contra a opressão do poder e a inconstância das massas. Há muito sem ganhar nova tradução em português, a prosa de Canetti chega agora às livrarias de uma só vez em três volumes. A edição Festa sob as bombas – Os anos ingleses (Estação Liberdade, 223 pp., R$ 46 – Trad.: Markus Lasch), a respeito da década que passou na Inglaterra, e Sobre a morte (Estação Liberdade, 160 pp., R$ 35 – Trad.: Rita Rios), compilação de textos em que prega a resistência à finitude. Em sua coleção Sabor Literário, inclui Sobre os escritores (José Olympio, 210 pp. R$ 32 – Trad.: Kristina Michahelles), impressões sobre poetas, personagens notáveis e autores que influenciaram sua experiência literária.

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