Livro acompanha a trajetória de Guernica
Hensebergen amplia a discussão a respeito do quadro e de sua participação na arte moderna
Em nossa era de mísseis inteligentes, aviões invisíveis e imagens de guerra transformadas em atração eletrônica, os bombardeios aéreos não provocam mais horror pelos relatos de destruição, como em Dresden, Londres ou Hiroshima. A destruição de Gaza ou de Cabul adquire o impacto de um videogame: distante, virtual, frio, televisivo. Mas, na segunda-feira de 26 de abril de 1937, as coisas pareciam bem diferentes à população do vilarejo basco de Gernika, na Espanha. Durante seis horas a cidade foi atacada e seus arredores com bombas explosivas e incendiárias. Foi um choque em todo o mundo e, em cerca de seis semanas, o pintor espanhol Pablo Picasso expunha sua indignação em um quadro que se tornaria um dos mais célebres de todos os tempos: Guernica. Esse é o ponto de partida para o crítico e curador Gijs Van Hensebergen escrever o seu Guernica: A história de um ícone do século 20 (José Olympio, 350 pp., R$ 50). Hensebergen conseguiu o feito ao ampliar a discussão a respeito do quadro e de sua participação na arte moderna.
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