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Parou de publicar, mas não de escrever

17 de outubro de 2009
2 min de leitura

Escritores falam do poeta brasileiro Fernando Fortes

Ele participou ativamente do movimento de renovação da poesia brasileira nos anos 50, mas seu nome não figura ao lado de contemporâneos como Ferreira Gullar e Mário Faustino. Apesar de pouco conhecido, em um concurso da Biblioteca Nacional para eleger o mais importante poeta brasileiro vivo, realizado em 1998, Fernando Fortes recebeu quatro votos, sendo um deles bem valioso: o de Gullar, que levou o primeiro lugar. Para o crítico Antonio Carlos Secchin, Fernando Fortes é “autor integrante e dissidente da floração poética dos anos 60”. O poeta Ferreira Gullar ratifica: “Sem dúvida, é um grande poeta. Ele tem um modo pessoal de escrever. Era jovem na época e se revelou um poeta de talento”. Assumindo-se pessimista e cético como o escritor romeno Emil Cioran, Fernando acredita que a poesia deve vir de dentro e a publicação não pode ser um fim em si mesmo. “Todo grande artista não escreve para publicar, eis a grande diferença”, afirma. Mesmo assim, Fernando, aos 73 anos, ainda sonha em publicar um volume com os poemas reunidos. “Se eu não fizer isso, acho que serei como esses autores que ficam importantes depois de morto”, acredita.

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