Livro digital é tema que atrai público
Enquanto uns adiam sua chegada, o Google anuncia loja com obras eletrônicas de qualquer dispositivo no próximo semestre
O inglês Richard Charkin, diretor executivo da editora Bloomsbury, é um homem que arranca gargalhadas com quase tudo o que fala. Nesta quinta-feira, porém, durante um encontro sobre o futuro do e-book na Feira de Frankfurt, ele conseguiu ser sério uma vez. “Neste Natal, duvido que alguém vá gostar de receber um livro eletrônico, preferindo ainda o formato no papel. Mas, não sei como será no próximo ano.” O livro digital atrai pequenas multidões quando é discutida sua vinda. E o encontro desta quinta recebeu um upgrade com o anúncio da empresa Google, que planeja lançar uma loja online de livros eletrônicos de qualquer dispositivo com um navegador da Web, ameaçando o crescente mercado de leitores dominado pelo Kindle, da Amazon. O projeto pretende lançar edições no primeiro semestre do próximo ano, oferecendo inicialmente cerca de meio milhão de e-books em parceria com as editoras com as quais já negociou os direitos digitais. “Esse assunto é o mais delicado nessa história”, comentou a agente literária Lúcia Riff. Apesar de o mercado brasileiro ainda estar ligeiramente distante do mundo digital, ela contou que já acrescenta adendos aos contratos de seus autores incluindo o formato e-book. “É preciso fazer uma adaptação, ainda com o mercado incerto.”
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