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Abolição foi malfeita, afirma escritor

13 de outubro de 2009
1 min de leitura

Com novos depoimentos, Haroldo Costa relança, 27 anos depois, Fala, Crioulo!, em que revê a situação do negro no Brasil

Com o fim do AI 5 e o início da redemocratização após o golpe militar de 64, ressurgia nos diversos segmentos da sociedade a possibilidade de discutir abertamente suas questões. Não foi diferente com o movimento negro. Nesse contexto, o ator, escritor e produtor cultural Haroldo Costa, hoje com 79 anos, organizou o livro de depoimentos Fala, crioulo! (Record, 336 pp., R$ 49,90). Com a comemoração dos 120 anos da Lei Áurea, atualizou o livro acrescentando novos depoimentos e mantendo alguns do livro original. Os 27 anos que separam as duas versões mostram uma mudança no comportamento social do negro. “Antigamente tinha aquela mística de que o negro quando evoluía queria casar com branca e loura, pensando em ascensão social. Atualmente há um grande número de profissionais liberais e essas pessoas chegaram onde chegaram à custa de muito sacrifício e luta. Elas sabem que existem como cidadãos”, diz.

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