Críticos questionam a bolañomania
Escritor diz achar que Bolaño está supervalorizado nos EUA
Francis Ford Coppola diz que o lê “desde que ninguém sabia quem era” e afirmou este ano querer levar ao cinema um de seus romances. Interesse semelhante fez a China abrir as portas para Os detetives selvagens (1998), que acaba de chegar a Pequim. Best-seller nos EUA (seu 2666 integrou a lista dos dez melhores livros de 2008 do “New York Times”), o autor será possivelmente encarnado no cinema por Gael García Bernal. E, em dezembro, no México, o canal 22 apresenta “La Batalla Futura”, documentário em que amigos falam sobre ele. Se a bolañomania continua de vento em popa, a onda de questionadores do legado do autor também se faz notar. No final de agosto, em entrevista ao jornal “La Tercera”, de Santiago, o escritor norte-americano Richard Ford, vencedor do Pulitzer por Independência (1995), definiu Bolaño como “o sabor do mês”: “Acho que ele está supervalorizado nos EUA. Todos escrevem sobre ele, mas ninguém o leu. É fácil falar dele, é exótico, tem uma biografia interessante e está morto”.
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