Feira do Livro de Frankfurt abre sob polêmica
China, homenageada do evento, proibiu participação de escritores dissidentes
A 61ª Feira do Livro de Frankfurt, que será inaugurada com uma festa na noite desta terça-feira, vem provocando polêmica desde o ano passado, quando anunciou a China como país homenageado de 2009. O que significa que vão participar oficialmente da feira apenas os escritores aceitos pelo regime. Os dissidentes, como o Prêmio Nobel de Literatura de 2000, Gao Xingjian, ou o poeta Yang Lian, que vivem na Europa, não foram convidados. “Nós não somos uma organização política”, afirmou Jürgen Boos, o diretor da maior feira editorial do mundo – este ano serão 7.300 expositores de cem países, e aproximadamente 300 mil visitantes devem passar por lá até domingo -, defendendo-se da acusação de ter se curvado às exigências de Pequim. O país de regime comunista que se tornou uma grande potência capitalista será tema de dois simpósios em Frankfurt, mas é improvável que a falta de liberdade de expressão na China ganhe alguma discussão nos debates oficiais da feira.
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