Mulheres de carne e osso
Com olhar crítico, a jornalista Dulcília Buitoni traça, em livro, a trajetória da imprensa feminina brasileira
Nas bancas de jornais, lado a lado, as publicações femininas oferecem um menu picadinho, como se um assunto excluísse o outro. Enquanto uma revista alardeia na manchete como fazer sexo oral incendiário, outra dá dicas de investimentos, atravessada por dezenas de títulos especializados em decoração, moda, beleza, cirurgia plástica, crianças, ioga, jardinagem, artesanato. Nesse samba editorial do crioulo doido, com opções díspares, a mulher que conjuga o pluralismo de ideias acaba se sentindo órfã. Afinal, a quantas anda a imprensa feminina? Para a jornalista Dulcília Buitoni, 62 anos, professora do mestrado em Comunicação da Faculdade Cásper Líbero e autora do livro Mulher de papel – A representação da mulher na imprensa feminina brasileira (Summus, 240 pp., R$ 57,60), as publicações focam o individualismo e fórmulas de sucesso – seja no plano afetivo, profissional, emocional –, tal como receitas de bolo.
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