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Gênios do crime

11 de outubro de 2009
1 min de leitura

Romances de detetive do italiano Andrea Camilleri e do sueco Henning Mankell evidenciam as diferenças dentro da literatura globalizada

Desde que Arthur Conan Doyle virtualmente inventou um novo gênero literário ao criar Sherlock Holmes, em 1887, as histórias de detetives vêm florescendo.
O Marlowe de Raymond Chandler, o Poirot de Agatha Christie e o Maigret de Georges Simenon são famosos há muito, mas eles ganharam ao longo dos anos a adesão de um grupo multinacional de colegas mais jovens, quer policiais, quer investigadores particulares. Na Europa, há importantes escritores, da Espanha (Vázquez Montalbán, criador de Pepe Carvalho) à Holanda e da Itália (Andrea Camilleri) à Suécia, culminando com o sucesso infelizmente póstumo do jornalista Stieg Larsson [1954-2004] com sua Lisbeth Salander, a mais recente em uma linhagem cada vez mais longa de investigadoras. Assim, o nome do inspetor Montalbano, de Camilleri, é uma homenagem ao escritor Vázquez Montalbán, enquanto Lisbeth Salander, de Larsson, evoca o inspetor Wallander [de Henning Mankell].

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