Coisa de Playboy
Caixa com seis livros recupera história ilustrada da revista Playboy
Em 27 de maio de 1949, Norma Jeane Baker, uma atriz de segunda com cabelos pintados de amarelo, posou nua para um calendário do fotógrafo Tom Kelley. Ela exigiu que a esposa de Kelley estivesse presente. Três anos depois, Marilyn Monroe estampava a capa da “Time” como a nova sensação de Hollywood e, após um escândalo nacional, admitia que, sim, era ela nas paredes das borracharias da nação. No ano seguinte, o editor Hugh Hefner republicou as fotos e começou a ficar rico. Uma dessas fotos foi o pôster central da primeira “Playboy” e Hefner é tão grato que comprou a sepultura vizinha à dela num cemitério de Los Angeles. Aos 83, pai de quatro filhos, o criador da “Playboy” lançou no sábado Hugh Hefner’s Playboy (Taschen – Seis volumes totalizando 3.506 pp., US$ 1.300 cada caixa), a história ilustrada da revista que ajudou a mudar o mundo. Curiosamente, ele nunca conheceu Marilyn (1926-1962) pessoalmente, conforme contou à Folha por telefone.
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