O totalitarismo aos olhos de uma criança
Doutora em língua e literatura alemã trata do volume de contos da vencedora do Nobel
Com uma linguagem pura, sem jargões linguísticos e populares, a escritora romena naturalizada alemã Herta Müller, que recebeu o Nobel de Literatura na quinta-feira, procura em sua obra desvendar as descobertas da infância. Estas descobertas se equilibram nos limites das observações dissecadas e dos medos que temos diante delas. No volume de contos Depressões (Niederungen), o leitor sente-se agarrado às suas próprias descobertas de outrora, quando os objetos banais e os acontecimentos do cotidiano transformavam-se em retratos fantásticos. Foi o primeiro livro da autora, publicado em 1982 na Romênia – em versão censurada pelo governo – e em edição integral na Alemanha em 1984. [Veja no blog do Prosa & Verso a tradução do conto do primeiro livro da autora].
*Ingrid Ani Assman de Freitas édoutora em Língua e Literatura Alemã, é professora da Unesp e traduziu Depressões e Fevereiro descalço, inéditos no Brasil.
Leia Também
Gostou deste conteúdo?
Receba análises exclusivas como esta toda semana no seu email
Toda segunda e quinta
