Um ato literário e um ato social
Compromisso com a verdade pode parecer ingênuo, mas é a base da vida em sociedade, afirma pesquisador
Mais do que um estudioso ou teórico, o pesquisador francês Philippe Lejeune é um apaixonado por escritas autobiográficas que desdenha do desinteresse dos críticos literários pelas narrativas de pessoas “comuns”: “quando se pode estudar Proust ou Malraux, por que se incomodar com um bando de seres menores?”, ironiza, num texto recente sobre a Associação pela Autobiografia e pela Preservação do Patrimônio Autobiográfico (APA), instituição que criou em 1992 e da qual é hoje o diretor. Em entrevista por e-mail ao Globo, Lejeune falou sobre seu trabalho na APA e das mudanças nas escritas do eu provocadas pelas transformações tecnológicas das últimas décadas.
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