Futuro presente faz ficção científica à brasileira
Autor lança antologia de ficção científica com 18 contos inéditos de autores nacionais
Pode-se contar nos dedos os temas explorados pela atual literatura brasileira. Dramas da classe média, dilemas juvenis, conflitos sociais e, mais recentemente, a realidade violenta da periferia – são alguns dos que logo vêm à mente. Mas que tal descrever os confrontos de uma guerra interestelar? Ou prisões humanas controladas por robôs carcerários? Ou, ainda, imaginar os conflitos de um adultério virtual, e as misérias da São Paulo pós-catástrofes climáticas, num longínquo 2058? As especulações intertemporais e interplanetárias da ficção científica não costumam derramar muita tinta entre os autores nacionais. Com códigos e regras delimitados, o gênero ainda sofre certo preconceito nas altas rodas literárias, ficando relegado a um grupo restrito de aficcionados. Recém-ingressado neste clube, o escritor e pesquisador Nelson de Oliveira acredita, porém, que o cenário está prestes a mudar. Aproveitando um crescimento do interesse pelo gênero no país, ele acaba de organizar a antologia de ficção científica Futuro presente (Record, 416 pp., R$ 49,90), que traz 18 contos inéditos de autores nacionais, jogando luz sobre um território praticamente ignorado pela prosa brasileira “oficial”.
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