O futebol que ensina a ler, escrever e viver
O ex-craque Raí fala do trabalho desenvolvido pela Fundação Gol de Letra
Raí já se acostumou com a pergunta que lhe fazem desde o século passado: “Você têm uma escolinha de futebol na zona norte de São Paulo, não?” O ex-craque do São Paulo, de times europeus e da seleção brasileira sorri e corrige: “Não é escolinha de futebol, é escola de vida”. Futebol, em verdade, é o de que menos se trata e se pratica nos pátios, jardins e quadra poliesportiva do espaço que a Fundação Gol de Letra ocupa nas franjas da serra da Cantareira. Raí, hoje com 44 anos, que na década de 80 deixou de cursar história e educação física em Ribeirão Preto para profissionalizar-se no futebol, tem carinho especial pelas aulas de leitura e escrita: “Português é muito mal ensinado nas nossas escolas convencionais”, diz. “Os jovens sabem comunicar-se verbalmente, mas absolutamente não sabem escrever”. Esse foi um déficit que os educadores da Gol de Letra constataram entre seus educandos e por isso, diariamente, há um reforço de leitura e escrita.
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