Uma explosão de livros
Colunista comenta o lançamento de 800 livros na Grã-Bretanha no 1º de outubro
Quinta-feira, 1º de outubro. Outono. Cai folha, sai livro. Pouca folha. Muito livro. Mas muito livro mesmo. Nesse dia chegarão às livrarias de todo o Reino Unido nada mais nada menos que 800 títulos novos. Evento que dá para figurar em outro livro, o Guinness de Recordes. Sim, sabemos todos, ainda faltam 3 meses para o Natal, quando dá briga de foice entre editores disputando o leitorado. Aqui, como em vários outros países, livro é o melhor presente, e não mero slogan. Lê-se. Onde houver visão e tudo que der pé. São publicados na Grã-Bretanha 200 mil títulos novos por ano. Valendo livro colegial e científico. É muito livro. Vivo repetindo esses dados porque venho de um país com 190 milhões de habitantes e virou bordão popular dizer que “brasileiro não lê”. Brasileiro é bom de bola também virou bordão e nem por isso deixa de ser verdade. Nós lemos muito menos do que sugerem a existência de festa literária anual em Paraty ou as diversas promoções calibradas a palestras, noites de autógrafos e batida de coco. Falamos muito, escrevemos pouco, lemos nada.
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