Romancista inglês dá dicas de como escrever
“Uma vez professor, sempre professor”, admite David Lodge no prefácio do seu livro recém-lançado, A arte da ficção (L&PM Editores, 246 pp., R$ 44 – Trad. Guilherme da Silva). A situação traduzida no adágio, da qual não se escapa, determina o que a obra apresenta de melhor e, eventualmente, de enfadonho, como os minutos finais da última aula antes do toque da sineta para o recreio e a merenda. Mas o resultado final é mais que satisfatório, nota A, e o aluno passa de ano aprendendo. David Lodge nasceu na Inglaterra – o que, convenhamos, não deixa de ser um predicado para um professor. Por quase 30 anos, deu aulas de literatura inglesa na Universidade de Birmingham. Mas, sobretudo, é um escritor de talento – autor dos romances Invertendo os papéis, Fora do abrigo, Terapia, Pense… – o que lhe facilitou a vida na hora de escrever os 50 artigos da coletânea, os quais abordam diversos aspectos – começando pela maneira como se deve iniciar um romance e terminando com o modo de escrever o fim – da prática literária.
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