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Bolaño não motivou saída de Fonseca, diz editora

06 de maio de 2009
2 min de leitura

O rompimento do escritor Rubem Fonseca com a editora Companhia das Letras, em comum acordo, abriu dúzias de especulações sobre o destino da obra de um dos autores mais lidos do País. As duas partes não tocam nos detalhes da “briga”. Além das questões contratuais, comenta-se nos bastidores que um livro do escritor chileno Roberto Bolaño pode ter sido um dos pontos da discórdia. Bolaño, morto aos 50 anos em 2003, tem sua obra lançada no Brasil pela Cia. Sem edição brasileira, La literatura nazi en America (1996) ajudou a consolidar o prestígio literário do chileno, que recorre a Rubem Fonseca para recriar um dos personagens ficcionais, “Amado Couto” (sem coincidência, nascido na mesma Juiz de Fora que Rubem Fonseca). Fonseca teria sido consultado pela editora sobre a tradução desse livro. Não esboçou veto. Em conversa por telefone com o Terra Magazine, o proprietário e fundador da Companhia, Luiz Schwarcz, afirmou que não vai se pronunciar sobre a saída do escritor, mas desmente categoricamente o episódio. Ou qualquer atrito relacionado a Literatuza nazi. Fonseca é avesso à imprensa e não concede entrevistas.

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