O que faria um escritor parar de escrever?
No final da semana passada a mega-agente espanhola Carmen Balcells, responsável por vários nomes importantes da literatura latino-americana, disse ao jornal chileno La tercera que seu cliente mais importante – segundo ela responsável por 36% de sua receita – Gabriel García Márquez, “provavelmente não irá escrever nunca mais”. Na pressa de verificar a notícia, o jornal procurou o britânico Gerald Martin, biógrafo de Gabo, que confirmou a disposição. Poucos dias depois, para surpresa de muitos, o próprio autor foi taxativo em declaração ao diário colombiano El Tiempo: “Não só não é certa [a informação de que pararia], como a única coisa certa é que eu não faço outra coisa a não ser escrever”. O escritor, que tem 82 anos e estaria justamente escrevendo um novo romance, a ser lançado ano que vem, por pouco, então, não se juntou ao português António Lobo Antunes – uma das estrelas da próxima Flip – que anunciou, em fevereiro que depois de lançar a novela Que cavalos são aqueles que fazem sombra no mar?, em outubro, em Portugal, começa a escrever aquele que seria seu derradeiro livro. Depois disso, aposentadoria.
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