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Divergência sobre preço único de livros

02 de abril de 2009
2 min de leitura

Representantes de editoras, autores, livreiros e parlamentares discutiram nesta quinta-feira, em audiência pública na Câmara dos Deputados a proposta da Lei do Preço Único para regulamentar a venda de livros no País. A Associação Nacional de Livrarias propõe que os livros sejam vendidos por um preço único sugerido pelo editor. Os livreiros argumentam que os preços cobrados no Brasil inviabilizam o acesso da população à leitura. Segundo a presidente da Associação Estadual de Livrarias do Rio de Janeiro, Milena Duchiade, poucas são as lojas que sobrevivem nas ruas das cidades. Atualmente, as livrarias se concentram nos grandes shoppings, onde os custos são mais elevados, o que também encarece o livro. “Livro vende pouco porque é caro e é caro porque vende pouco. Enfim, é um ciclo vicioso”, considerou Milena. Os empresários acreditam que a aprovação da lei vai incentir o surgimento de pequenas novas livrarias. No entanto, os editores não concordam com os argumentos. Segundo o presidente do Sindicato Nacional dos Editores de Livros, Mauro Koogan Lorch, a unificação de preços acabará com a possibilidade de que as livrarias façam promoções, como as oferecidas na internet.

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