ABER participa de desinfestação na Biblioteca Mario de Andrade
Mais de 200 mil livros do acervo da Biblioteca Mario de Andrade, que passa por reformas, estão sendo desinfestados. Pela dimensão e tipo do tratamento executado, o processo é inédito na história da instituição. O trabalho está sendo realizado por uma equipe de consultores composta por Norma Cianflone Cassares, presidente da Associação Brasileira de Encadernação e Restauro (ABER), e Stephan Schäfer, especialista em conservação e restauro e professor da Universidade Nova de Lisboa. Segundo levantamento interno feito pela instituição, 31% do acervo estava infectado por brocas. As brocas, que atacam livros e podem ser identificadas pelos furinhos circulares e pelo pó fino que deixam no material atacado, são de difícil controle. Diante do tamanho do acervo afetado, e pensando em procedimentos eficazes para a erradicação definitiva dessas pragas, o tratamento indicado pelos consultores foi a desinfestação por anóxia. O processo consiste em criar uma atmosfera de anóxia – ou seja, com baixo teor de oxigênio -, em torno do objeto infestado. Os livros serão colocados dentro de uma embalagem especial, uma enorme bolha feita de várias camadas de um plástico específico, que cria barreira total a outros gases. Uma máquina vai injetar nitrogênio no interior dessa bolha. Assim, o oxigênio será substituído e reduzido, para se chegar à erradicação de todos os insetos, em diferentes estágios.
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