Para ler Shakespeare
A última do bardo é a seguinte: segundo o pesquisador britânico Rick Thomas, William Shakespeare (1564-1616) deixou de escrever três anos antes de sua morte porque ficou cego. O motivo foi ter passado horas e horas trabalhando à luz de velas. É mais uma teoria das muitas que envolvem a vida do dramaturgo e, dentre tantas, ao menos deixa Shakespeare em boa companhia: Homero, John Milton, Camilo Castelo Branco, James Joyce, Borges, John Fante. E até Alberto Mussa não enxerga muito bem. Diante de tão fortes suposições, o melhor é ler Shakespeare. Pois não há dúvida de que ele – seja lá quem tenha sido – é o maior escritor de língua inglesa de todos os tempos – talvez mesmo o maior escritor de todos os tempos. Criou personagens, dramas, comédias e falas que ganharam o mundo inteiro e permanecem cada vez mais atuais. A totalidade de suas peças teatrais acaba de ser reunida em três volumes pela editora Agir. As comédias, os dramas históricos e as tragédias aparecem na clássica tradução de Carlos Alberto Nunes, também responsável pela organização dos livros. Trata-se de uma reedição da obra lançada originalmente em 1954. Na capa dura, estão reproduzidos os únicos três retratos do autor.
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