Escritor tcheco Kundera nega que denunciou espião ocidental
O romancista tcheco Milan Kundera fez um raro comunicado público para negar um relato segundo o qual ele teria denunciado um espião anticomunista em 1950, levando o jovem piloto a trabalhar em minas de urânio e ficar encarcerado por 14 anos, conforme mostram documentos de arquivo. Kundera, 79 anos, disse que a acusação foi forjada, aproveitando a Feira do Livro de Frankfurt, esta semana. “É o assassinato de um escritor, com todas suas conseqüências”, disse ele à agência de notícias CTK. O arquivo traz um relatório da polícia comunista identificando Kundera como a fonte de informações que levaram à prisão do agente Miroslav Dvoracek em março de 1950. “Nunca vi esse o homem. Não o conheço, de maneira alguma”, teria dito Kundera, segundo a CTK. Os documentos foram encontrados por Adam Hradilek, do Instituto Tcheco de Estudo dos Regimes Totalitários, e foram transcritos por ele no semanário tcheco Respekt.
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