Obra cinematográfica não deve ser comparada à obra literária
O Guarani, Iracema, Vidas Secas, Macunaíma, Memórias Póstumas, A cartomante, O Cheiro do ralo, Nome próprio. São inúmeros os títulos de obras literárias brasileiras que foram adaptados para o cinema. Apesar do discurso cinematográfico derivar do discurso narrativo, os especialistas presentes na 20ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo ressaltaram que o cinema e a literatura têm duas linguagens distintas, portanto são diferentes e não devem ser comparadas. “É muito comum as pessoas reclamarem que a obra cinematográfica deixou a desejar do livro original”, comentou Mariarosário Fabris, mestre em Artes pela Universidade de São Paulo (USP), que estava presente na mesa “Escrever para o cinema”, na última segunda-feira, dia 18. Para Mariarosário, o que as pessoas não percebem é que cinema e literatura são artes diferentes, com visões e objetivos distintos e cada uma possui uma linguagem própria.
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