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Da viabilidade de uma guerrilha editorial

20 de fevereiro de 2007
1 min de leitura

A Merve talvez seja a mais cult das editoras alemãs. Um projeto improvisado que se impôs ao mainstream e influenciou as últimas gerações de intelectuais na Alemanha. “Na teoria, você não tem que retornar até Adão e Eva, simplesmente comece, comece pelo meio, e quanto mais você for estudando, melhor vai conseguir se orientar.” Foi este conselho do filósofo francês Gilles Deleuze que norteou o alemão Peter Gente num projeto editorial singular com 37 anos de história: a editora Merve, sediada em Berlim. Após 37 anos de trabalho e a publicação de 300 títulos, Peter Gente se afastou recentemente de sua criação, confiando-a a três amigos. Embora a Merve continue a existir, é certo que seu perfil — altamente personalizado por Gente e Heidi Paris, co-editora falecida em 2002 — deverá mudar.

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